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Sinsenat discute a política municipal de Assistência Social e condições de trabalho com Adjuto Dias



A política municipal da Assistência Social e as condições de trabalho e salário dos servidores foi pauta de discussão nesta quinta-feira (18) do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat) com o secretário municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas), Adjuto Dias de Araújo Neto.


Uma comissão foi formada para debater com o chefe da pasta a implementação do plano de cargos, carreira e salários dos servidores da Assistência Social do município de Natal, a convocação de concursados, a readequação dos serviços, como manutenção das escalas de trabalho e sanitização e dedetização dos locais de serviço, bem como as condições de trabalho dos cuidadores, orientadores sociais e assistentes administrativos.


Além das reivindicações coletivas, de salário, cumprimento da data base e condições de trabalho, representando os orientadores sociais, Bismarc apresentou a demanda de convocação de novos profissionais frente a uma defasagem de recursos humanos e a necessidade de garantia de proteção para execução do trabalho, especialmente neste momento de pandemia.


Com salários abaixo do mínimo, a especificidade da realidade de trabalho e salário dos os assistentes administrativos foi apresentada pelo servidor Alberto Sobral. “Nosso salário está hoje abaixo do mínimo e é complementado por um abono adicional que não entra nem para cálculos de quinquênio. Estamos com salário defasado ao extremo”.


Em relação aos cuidadores sociais, Ygor levantou a urgência de convocação de novos profissionais. “Há uma necessidade urgente nos serviços e há cargos vagos aguardando novos servidores”, pontuou. Reiterando os demais, falou das condições de trabalho e apontou a necessidade de readequação das unidades para viabilizar “a prestação de um serviço público de qualidade”.


Enquanto representante do SUAS na comissão, a assistente social Samya Martins apresentou a reivindicação pela celeridade na implementação da carreira. Uma minuta com o projeto já foi protocolada na Semtas para que seja dado encaminhamento ao processo. A prefeitura, no entanto, cobra uma análise financeira que a implantação dessa carreira vai gerar.


“Há dois anos buscamos que a Semtas e a Semad nos envie os dados completos com as informações solicitadas”, esclarece a diretora do Sinsenat, a assistente social Eliane Silva.


O último a falar foi o secretário Adjuto Dias de Araújo Neto. Ele solicitou que as demandas específicas de cada área profissional fossem entregues por escrito para, então, marcar um novo encontro para apontar os encaminhamentos às demandas apresentadas.


Em relação à reivindicação da manutenção da escala de trabalho, o secretário disse que cumprirá o decreto do prefeito Álvaro Dias, “que é taxativo em restabelecer o retorno ao expediente normal”, mas que está analisando a realidade de cada setor para que não haja aglomeração nos ambientes de trabalho.


Como servidor público, o secretário fez críticas à reforma administrativa que está em discussão no Congresso Nacional por “retirar direitos hoje garantidos aos servidores”.


O encontro terminou com a cobrança do sindicato por respostas na próxima reunião que deverá ser marcada para um prazo médio de 20 dias.

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