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Decisão da SMS de priorizar alguns profissionais da saúde contraria orientação técnica do Estado




Decisão do prefeito de Natal Álvaro Dias de priorizar apenas alguns grupos de profissionais que atuam na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus contraria orientação técnica do Estado do Rio Grande do Norte e o próprio plano de vacinação da prefeitura, que prevêem a imunização a todos os trabalhadores que atuam na área da saúde. Este é o entendimento do Sindicato dos Servidores Públicos do município de Natal (Sinsenat).


Segundo a coordenadora geral do Sinsenat, Soraya Godeiro, um conjunto de sindicatos que representam os profissionais que atuam nos serviços de saúde em diferentes atividades irá protocolar denúncia nos Ministérios do Trabalho e da Saúde para que todos os trabalhadores da saúde sejam imunizados. Uma reunião do Conselho Municipal da Saúde (CMS) está agendada para a próxima quinta-feira (21).


A decisão de priorizar apenas os médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas, tomada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sem diálogo com o CMS foi anunciada nesta segunda-feira, 18, e causou indignação entre os trabalhadores.


Uma resolução mais ampla já havia sido aprovada pelos Conselheiros de Saúde do município de Natal, em dezembro, mas não foi publicada por Álvaro Dias em diário oficial. A proposta foi apresentada pelo Sinsenat com a preocupação na demora do Ministério da Saúde na aquisição das vacinas, independente do país de origem, e em apresentar um planejamento efetivo a ser desenvolvido pelo Sistema Único de Saúde, com a quantidade de vacinas pré-contratadas pelo governo federal.


Agora os sindicatos questionam os motivos do descumprimento da SMS ao próprio plano municipal de vacinação lançado a semana passada, o número de doses destinadas pela prefeitura aos profissionais de saúde, e qual é efetivamente o quantitativo de médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas na capital potiguar, grupo prioritário para a prefeitura.


“Queremos saber que base científica foi utilizada para elaboração do documento. Qual a formação acadêmica dos que elaboraram este documento? Por que realizar vacinação em drive through e não nos locais de trabalho nesse momento?”, questiona Soraya Godeiro.


Segundo nota do governo do Estado, devido à quantidade de doses enviadas pelo Ministério da Saúde, foi necessária uma revisão na ordem de priorização do extrato populacional para a primeira fase, no entanto todos os profissionais da saúde estão contemplados: equipes de vacinação que estiverem inicialmente envolvidas na vacinação, trabalhadores de instituições de longa permanência de idosos, trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados, tanto na urgência quanto na atenção básica envolvidos diretamente na atenção e referência para os casos de Covid-19, trabalhadores dos hospitais de referência, trabalhadores dos serviços de urgência e emergência, trabalhadores dos centros de atendimento Covid-19 e trabalhadores da atenção primária.


“O estado manteve o respeito à equipe multidisciplinar. O que o município está fazendo é uma segregação. Isso é um absurdo”, afirma Soraya.

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